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Separação de bens: tenho direito à pensão por morte?

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Casamento com separação total de bens dá direito à pensão por morte?

Muitas pessoas casadas pelo regime de separação total de bens se perguntam se, em caso de falecimento do cônjuge, terão direito à pensão por morte. A boa notícia é que sim, é possível receber esse benefício, desde que sejam cumpridos os requisitos legais exigidos pelo INSS.

Neste artigo, vamos explicar por que o regime de bens não interfere na pensão por morte e o que você precisa observar para garantir esse direito.

Separação total de bens x Pensão por morte

Antes de tudo, é importante entender que o regime de bens escolhido no casamento — como a separação total — tem efeitos no direito civil, principalmente em situações de divórcio e inventário. Já a pensão por morte é um benefício previdenciário, regido por normas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Ou seja, mesmo que você tenha se casado em separação total de bens, isso não impede o direito à pensão por morte. O que realmente importa são os critérios previdenciários, como a qualidade de segurado do falecido e o tempo de união.

Requisitos para a pensão por morte

Para ter direito à pensão por morte como cônjuge ou companheiro, é preciso preencher os seguintes requisitos:

  1. Qualidade de segurado do falecido – ou seja, ele deve estar contribuindo para o INSS ou estar no período de graça;
  2. Comprovação da união – seja casamento civil ou união estável devidamente comprovada;
  3. Tempo de união e quantidade de contribuições do falecido;
  4. Idade do cônjuge sobrevivente, que influencia diretamente na duração da pensão.

Tempo de casamento e contribuições influenciam

Se o falecimento ocorreu após 18/06/2015, aplicam-se regras específicas. Veja:

  • Casamento ou união com menos de 2 anos: o cônjuge só terá direito a 4 meses de pensão;
  • Menos de 18 contribuições ao INSS pelo falecido: também gera apenas 4 meses de pensão, mesmo que a união seja mais longa.

Em ambos os casos, a ideia é evitar fraudes e garantir o benefício apenas quando há vínculos mais consolidados.

Quanto tempo dura a pensão por morte?

idade do cônjuge sobrevivente define o tempo de duração da pensão. Confira a tabela:

Idade do cônjuge sobreviventeDuração da pensão
Menos de 22 anos3 anos
De 22 a 27 anos6 anos
De 28 a 30 anos10 anos
De 31 a 41 anos15 anos
De 42 a 44 anos20 anos
A partir de 45 anosVitalícia

Essa progressão busca equilibrar o benefício com a expectativa de inserção do cônjuge no mercado de trabalho.

Atenção: cada caso é único

É fundamental compreender que essas regras se aplicam especificamente aos cônjuges e companheiros. Existem outras normas para pais, filhos e irmãos do falecido, que não tratamos neste artigo.

Além disso, outros fatores como dependência econômicatempo de contribuição do falecido e provas da união podem influenciar a análise do INSS.

Conclusão

Estar casado sob o regime de separação total de bens não impede o recebimento da pensão por morte. O que realmente importa são os critérios previdenciários, como a qualidade de segurado, tempo de união e idade do cônjuge sobrevivente.

Se você perdeu um companheiro(a) e deseja saber se tem direito à pensão por morte, o ideal é buscar orientação com um advogado especializado em Direito Previdenciário para garantir seus direitos e evitar erros no processo junto ao INSS.


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